Fórmula Café

Off Season: Fastest por Patricia Zeni

Bem, a Luma me convidou semana passada para escrever sobre a MotoGP. Fiquei surpresa por isso, ainda mais para falar de um documentário. Porém não é um documentário qualquer. É o segundo documentário que Mark Neale produziu com Valentino Rossi.

Primeiro colocarei aqui a sinopse oficial de Fastest, mas não pare de ler aqui, depois tem coisa mais interessante sobre:

Narrado por Ewan McGregor, este documentário conta a real emoção nas pistas do Campeonato Mundial de MotoGP. Entre 2010 e 2011, o piloto Valentino Rossi enfrenta o maior desafio de sua carreira: além de ter que se recuperar de uma perna quebrada, encara Jorge Lorenzo pelo título de melhor do mundo

Ok, temos que confessar que não foi uma sinopse tão comprida assim. Mas também não transcreve o que realmente acontece. Vou contar para vocês o que acontece:

Sim, a história é contada entre 2010 e 2011, mais especialmente no final da temporada 2010 e início da pré-temporada 2011. Todos já sabem o que Valentino Rossi fez nessa época, não preciso contar né? E sim, é sobre o maior desafio da sua carreira. Ah, e o Obi-Wan gosta de MotoGP mesmo, ele acompanha.

O documentário começa com uma das corridas e cenas mais memoráveis, em 2009. É narrada tanto pelo Valentino quanto pelo Lorenzo. Vai para o futuro (2010) e aos poucos volta na história. História do Rossi.

Além dos dois pilotos da Yamaha, também conta a história, junto com as falas de Alvaro Bautista, Marco Simoncelli, Colin Edwards, Nicky Hayden, Casey Stoner, Randy de Puniet, Lauren Vickers, Dani Pedrosa, Graziano Rossi, Stefania (a mãe do Valentino), entre outros.

Agora vocês perguntam: ok Patricia, mas porque você está escrevendo isso?

A resposta é simples: convence-los a assistir o documentário!

E o argumento? É ótimo para comparar (e dar umas risadas) com o que acontece atualmente. E caso você não seja uma pessoa que acompanha a MotoGP: que tal assistir para ver se te anima a acompanhar a categoria mais emocionante do mundo?

Além de Fastest, outros documentários também já foram lançados: Faster (2002) e Hitting The Apex (2015). Em outra oportunidade falarei sobre eles. Até a próxima!

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Casamento alemão

Save the date: 2018

GOIÂNIA – Fernando Alonso durou 4 anos na Ferrari. Das juras de amor eterno à saída pela porta dos fundos, foram anos conturbados. Jogo de equipe, reclamações e muito choro. A paciência acabou e a Ferrari se renovou.

Trouxe um piloto que sonha (ou sonhava) em fazer história pela escuderia e mudou o chefe de equipe. Receita para o sucesso. Um piloto consistente e talentoso + Um piloto com foco, determinação e total dedicação com a equipe + Um chefe de equipe próximo a cada membro da escuderia, grande líder.

O piloto alemão sabia que não seria fácil. O título não chegaria em menos de 2 temporadas. Desde o começo, a previsão de disputa pelo título era para 2017. O contrato assinado em 2013 com vigor a partir de 2014, diz 3 temporadas de parceria.  Mas a paciência de Vettel durou menos que a de Alonso. 2 anos. O problema então, não é apenas falta de chances de vitória.

O clima lá dentro azedou. A equipe italiana, mesmo que já tenha mudado bastante, ainda é muito fechada e autoritária. E Vettel não se adaptou muito bem ao esquema de “eu mando e você obedece”. Ele quer participar do plano, quer ajudar na decisão. Ferrari errou algumas vezes na estratégia de seus pilotos. O piloto alemão cansou de engolir, bateu o pé e agora é o chorão do grid.

Fará 30 anos, tem 4 campeonatos e quer mais. Já ficou 3 anos na seca, sendo 2 sem vitórias, e sabe que a cada ano, o grid se renova e pilotos mais velhos perdem espaço. Após perceber que as coisas na Ferrari não mudariam, decidiu mudar de planos.

Eis que então, Toto Wolff nos solta a seguinte frase: “Vocês ficariam surpresos em saber quem nos procurou”. Qual a chance deste alguém não ser Sebastian Vettel? Sem descartar a possibilidade de ser alguém da família Verstappen.

A questão é se a Mercedes vai conseguir se manter no topo até 2018. Na F1, as equipes têm ciclos de domínio, com as mudanças no regulamento para 2017 e a aposentadoria do piloto-desenvolvedor, há indícios que o ciclo da Mercedes esteja perto do fim.

Vettel deveria se manter paciente com a Ferrari e apostar que juntos chegarão à vitória? Ou migrar para uma equipe que já dominou 3 anos consecutivos e sem perspectivas de como será 2017, quem dirá 2018?

Aposto que o contrato já foi fechado. Vettel na Mercedes em 2018. No futuro veremos se foi uma sábia decisão.

Cheirinho de título

GOIÂNIA – Se o Hamilton tiver a sorte de ainda levar este campeonato, quebrarei a cara. Mas ser imparcial é muito sem graça. Bom é torcer.

Todo mundo já sabe da matemática necessária para que qualquer um dos dois seja campeão. Hamilton já começou a demonstrar o psicológico instável. Rosberg está com o regulamento debaixo do braço. Se for só para torcer, Rosberg. Se for para apostar, Rosberg.

Não, não sou Rosberguete, mas poxa, 5 anos sem campeões, só bi, tri e tetra. Pelo bem da F1, precisamos do título do Rosberg.

Foi na reta final da temporada de 2015 que Rosberg começou a estruturar o título de 2016. Quando emplacou vitórias seguidas e aproveitou quebras do companheiro para tomar vantagem. Hamilton conseguiu se recuperar após as duras críticas por não estar tão dedicado quanto o alemão. Entrou de férias líder. Foi curtir. Rosberg ficou na fábrica refazendo o caminho da vitória. Voltou das férias consistente, forte e equilibrado e tomou de volta a liderança para chegar em Abu Dhabi suave correndo pelo segundo lugar.

Não duvido da capacidade de Nico de vencer esse título. Ele vai fazer de tudo para não correr riscos. A incerteza vem do carro. Já para Lewis, além do carro, não podemos confiar tanto na sua performance. Se as declarações que demonstram pressão começaram, a chance dele acabar com a própria corrida são consideráveis.

Mas podiam mesmo entregar a taça para Rosberg mandando Mercedes para casa. Aí é só deixar a F1 pegar fogo com o restante do grid. Despedida de duas lendas, embate entre cavalos e touros, nanicos mostrando serviço e Abu Dhabi provando que é sim um circuito palco de grandes emoções.

Vai F1, fecha esse ano grandiosamente, deixando os fãs ansiosos para 2017. A gente merece.

Resultado da Promoção “Fórmula Café e T4F te levam para a StockCar”

GOIÂNIA –  O final de semana foi muito especial para uma galera que ganhou a promoção que fizemos aqui no blog.

Foram escolhidas as 5 melhores respostas para a pergunta “Por que eu mereço assistir a StockCar ao vivo no Autódromo?”. Cada ganhador levou 2 ingressos, para ele e um acompanhante, curtirem a StockCar ao vivo.

Foi uma honra ser o elo de ligação entre essa galera e o esporte. Fico muito feliz em ver que cada um curtiu a emoção e adrenalina do esporte à motor.

Agradecimento especial à T4F, por ter dado a oportunidade de realizar essa promoção.

Home is where my heart is, por Karolina Pedroni

Vila Velha, 8 de novembro de 2016 – São 14h28 e eu ainda estou tentando organizar meus pensamentos e memórias sobre o final de semana. Estou na cama ouvindo uma música que não é qualquer. É justamente uma que me faz ter a sensação de realizar sonhos e estar com as pessoas mais importantes da minha vida. É como se hoje, 8 de novembro de 2016, fosse domingo e eu acabei de falar com a minha melhor amiga por Skype. Mas a realidade é que eu acabei de falar com ela cara a cara. Eu estava com ela e isso foi real.

Se eu fosse resumir esse final de semana em uma palavra, procuraria no dicionario inteiro e não iria conseguir encontrar a definição. Um turbilhão de coisas aconteceram e eu nem sei por onde começar a contar. Havia um lugar. Um lugar que eu posso chamar de casa. Onde toda minha emoção foi depositada e exposta. Haviam pessoas, das quais eu nunca tivera a presença tão perto. Havia um coração, que pulsava aceleradamente por estar no lugar onde sempre desejou estar. Houve um momento mágico do qual eu nunca imaginei que poderia ter. Não por agora.

Fecho e abro os meus olhos dezenas de vezes a cada minuto para ter certeza de que estou acordada. Fico procurando vestígios de que eu estive lá. Meus olhos já estão cansados de ver as mesmas memórias fixadas que uma câmera fotográfica captou. Eu persisto em não querer acreditar que eu dei um grande passo na minha vida – na verdade eu fiz uma corrida até o futuro e voltei. Eu me vi – e vivi – meus dias de glória como profissional em jornalismo. Concretizei o que eu sempre soube. Trabalhei em uma redação onde sentou-se na minha frente, nada mais nada menos do que Reginaldo Leme. Compartilhei do mesmo ambiente que Litto Cavalcante e tirei um dedo de prova com Sérgio Mauricio. Com as pernas bambas eu recebi um suporte de encorajamento para enfrentar – mesmo sendo nova – todos os desafios que trassassem o meu caminho.

Havia no Autódromo Internacional Ayrton Senna uma quase profissional de jornalismo que carregava em seu peito a sua paixão de anos. Por fora meu corpo se protegia para não fazer qualquer tipo de movimento que pudesse me arruinar, que pudesse corromper meus desejos de merecimento por estar carregando uma credencial de imprensa pendurada no pescoço. Mas olhando diretamente para meus olhos, só uma pessoa de completa ignorância não perceberia que eu estava vivendo o meu conto de fadas, onde a minha alma levitava na mais pura harmonia cujo produzia o barulho dos motores.

Tentar explicar o que aconteceu comigo é muito mais complicado do que eu poderia imaginar. Gostaria de poder contar detalhe por detalhe para cada ser humano que cruzasse o meu caminho. Queria gritar para o mundo todo ouvir que eu estava com as pessoas que mais me deram inspiração na vida. Que eu estava em casa, mesmo estando longe. E que nada nesse final de semana podia me impedir de ser feliz. A não ser a despedida.

Foi duro ter que dizer adeus. Foi difícil de aceitar que eu acordei de um sonho. É assustador pensar que um encontro como esse só ira acontecer no próximo ano. Sufocante foi ter que virar as costas para aquele lugar onde até mesmo um adulto se sente como uma criança em uma festa de natal. Porém, foi dilacerante ter que soltar a mão da minha melhor amiga, ter que virar as costas e não dizer nada. Porque eu sabia, se eu falasse uma palavra de despedida que fosse eu criaria raízes em meus pés e dali nunca mais sairia. Ela sempre me diz que sou forte. E sou. Esperei por anos por esse final de semana e esperarei de novo por muito mais tempo se for preciso.

Estou em Vila Velha, minha casa, mas meu coração ainda está em Goiânia.

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