Fórmula Café

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MAD MAX, O BOM!

GOIÂNIA – Ultimamente, tenho me empolgado mais com Verstappen que qualquer outro piloto do grid.

Ver Max largando do final do grid é quase garantia que terá espetáculo. O Arrojo é um ponto forte. Muito combativo. E ao meu ver, a despeito de outras opiniões, limpo.

O “NO!” em resposta ao comando de deixar o companheiro passar foi icônico. Inconsequência ou personalidade forte? Os dois talvez. Se ele ficasse pensando na bronca que levaria depois, abriria passagem. Se baixasse a cabeça também. Mas mais do que saber dançar conforme a música, na F1 é preciso postura de campeão. Piloto que obedece sem questionar não vira. Piloto que marca presença, se destaca. Temos aí Rubinho, Nelsinho, Moss, Berger, Massa e tantos que nem lembramos o nome de um lado, Senna, Prost, Fangio, Lauda e Schumacher de outro.

Verstappen sabe bem em quem se espelhar. Sabe onde quer chegar. Tem o pique de um moleque e cabeça de campeão. É dedicado. Focado. Talentoso. Os melhores ingredientes para formar um piloto top.

Helmut Marko tem faro apurado para piloto bom. Só falta lapida-lo como fizeram com Sebastian Vettel. Mas talvez nem precise tanto esforço, o moleque já veio quase pronto.

Max é talvez em todos esses anos acompanhando F1, minha maior aposta. Ou fé em um futuro grandioso. Não é qualquer que chega à categoria número 1 do automobilismo com 17 anos e ganha notoriedade e moral.

Minha diferença de idade para Max são de exatos três meses. Mas digo: Max, quando eu crescer, quero ser igual a você.

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Aprendendo com as crianças

GOIÂNIA – Duas semanas atrás, Verstappen e Grosjean bateram em Mônaco. Massa criticou Verstappen. Normal, levando em conta que um monte de gente criticou e que o Massa não perde a oportunidade de dar uma opinião sobre alguma que ele não tem relação.

Até a coletiva de imprensa da quinta-feira, Max não havia rebatido as críticas. Deu uma declaração dizendo que o que aconteceu em Mônaco era passado e estava focado em Montreal. Só.

Mas aí um jornalista perguntou para Felipe o que ele achava do acidente. O brasileiro continua com a opinião de que a FIA tá é certa em punir esse menino de 17 anos.

Verstappen, como se estivesse nesse mundo há mais de década e tivesse pegado aula de mídia com Jenson Button, se defendeu com o argumento da telemetria e lembrou do acidente de Massa e Sérgio Pérez no GP do Canadá em 2014, parecedíssimo ao de Mônaco entre Verstappen e Grosjean.

Massa, após esse acidente, passou dias dando declarações de acusação a Pérez, postando até no Instagram “provas” de que o culpado era o mexicano.

Verstappen, aceitou a punição (injusta) com a filosofia de ‘o que passou passou, bola pra frente, tem outras corridas’.

Massa deveria aprender com Kimi Raikkonen e não dar opinião no que não o diz respeito.

Max tem metade da idade do vice-campeão de 2008, e está se mostrando muito mais maduro.

Pelo bem da verdade

GOIÂNIA – 2014 foi um ano difícil para vários pilotos do grid. Campeões como Alonso, Button e Kimi que mal frequentaram o pódio, que dirá vitórias.

Mas nada se compara à estranheza de uma temporada inteira sem vitórias de Sebastian Vettel. Isso não acontecia desde 2008. E por esse tal “fracasso”, como disse Bernie Ecclestone, muitos jornalistas, blogueiros e palpiteiros da categoria no mundo todo esqueceram os elogios que no passado fizeram para Vettel e dispararam críticas ao tetracampeão-que-perdeu-para-o-companheiro-estreante-na-equipe.

Reginaldo Leme, em um texto para o Globo Esporte, disse que Alonso não tinha que provar nada para ninguém, já Vettel ainda teria de se firmar na F1.

“Fãs” do Vettel sumiram. Bastou uma temporada ruim para separar quem realmente admira o alemão de quem foi na onda dos títulos consecutivos.

Sendo fria e usando números, o alemão não tem que provar nada para ninguém. Sebastian Vettel foi campeão em 4 das 8 temporadas que correu. Venceu 39 dos 139 GPs, é o 4° na lista dos que possuem mais vitórias, com o aproveitamento percentual mais alto que Prost, Senna e todo o grid atual. Foi ao pódio 66 vezes. Tem 45 pole positions. 1618 pontos. 24 voltas mais rápida. 8 hat-tricks e 4 grand-chelem.

“Vettel só vencia quando tinha o melhor carro”. Ele venceu sua primeira corrida com uma Toro Rosso em um domingo de chuva em Monza. E outra, a Red Bull só funcionou na mão do Vettel. A equipe passou 4 temporadas conseguindo 20, 30 pontos. E um 5° lugar no mundial de construtores. Até o alemão chegar e fazer dele e da RBR vice-campeã de 2009, e tetracampeã, de 2010 a 2013. Além disso, 78% das vitórias rubro-taurinas foram conquistadas pelo Vettel.

“Vettel ficou de chororô quando teve batalha de posição com o Alonso em 2014”. Querem mesmo falar sobre mimimi no rádio? Fernando Alonso é de longe o piloto mais chorão da F1. El reclamón! El emburradón! Mas tudo bem, né? A vida é muito mais difícil para o Alonso, ele pode reclamar.

“Para o Vettel foi tudo mais fácil, enquanto para Alonso e Hamilton foi tudo difícil”. A principal característica de Sebastian Vettel, o que o faz um piloto extraordinário e o coloca no mesmo patamar que Ayrton Senna e Michael Schumacher, é sua dedicação. Se para alguém pareceu que a trajetória dele foi fácil, é por que não sabe o quanto ele ralou para chegar ao topo da F1. Não há nada mais importante para ele do que vencer. Por isso desde que começou a competir de kart, Vettel se dedica o máximo que pode.

Ano passado quando criticaram suas vitórias consecutivas no 2° semestre da temporada, o alemão deu uma resposta curta dizendo que nas sextas e sábados enquanto o grid todo vai embora, relaxar no hotel, ele e a equipe ficam o dia inteiro trabalhando.

Alonso e Hamilton são pilotos super dedicados. Que ajudam no desenvolvimento do carro e treinam bastante para conseguir suas vitórias. Mas a dedicação e a vontade de vencer de Vettel são fora de série. Não é à toa que ele é o mais jovem piloto a vencer uma corrida e o mais jovem a ser campeão, bicampeão, tricampeão e tetracampeão! Pode-se muito bem perceber isso quando após o treino classificatório, os pilotos pesam, olham rapidamente a tabela de tempos na pequena TV e vão para seus boxes. Enquanto Vettel fica muito tempo lá tentando entender por que não conseguiu a pole. Ou quando conseguiu, que setor não foi tão bom. Ou quando foi tudo perfeito, mesmo assim ele está lá por que sabe que pode melhorar.

A foto que melhor exemplifica a dedicação de Vettel.

A foto que melhor exemplifica a dedicação de Vettel.

E no domingo como se não bastasse vencer a corrida, Vettel tem que fazer a volta mais rápida e ter o máximo de vantagem sobre o 2°. Até a equipe pedir pelo amor de Deus para ele desacelerar e poupar o carro. E mesmo em 2014, quando sem chances de vitória, Vettel ainda tentava voltas mais rápidas. Logo era desbancado por uma Mercedes, mas tirava tudo o que podia do carro. Fez ótimas ultrapassagens. Mostrou que era piloto no braço.

“Vettel no primeiro ano sem o melhor carro do grid perdeu para o companheiro de equipe”. Isso é uma questão muito mais profunda. Se trata da diferença evidente dos carros de Vettel e Ricciardo. O de Vettel o deixou à pé 3 vezes, fora que em toda corrida ele tinha problemas. E isso não aconteceu só na RBR em 2014. Ferrari e Mercedes também tinham uma diferença clara entre seus dois carros. Politicagem? A RBR deixando Vettel para lá? Só eles sabem!

2014 foi realmente péssimo para o Sebastian-Vettel-tetracampeão que todo mundo conhece. Mas ao contrário do que pensam, não foi um fracasso. Foi a temporada de maior aprendizagem para o piloto mais dedicado do grid que a maioria não conhece, ou insiste em ignorar.

E em Maranello ele vai se dedicar ainda mais, se é que isso é possível. As chance de mais uma Era Ítalo-Alemã dominar a F1 são altíssimas. Vettel não quer só vencer, quer bater o recorde de títulos de Schumi. Se na Ferrari, que Alonso tanto lutou por 5 temporadas, Vettel voltar aos seus dias de glória e ainda continuarem com isso de que ele tem muito o que provar, o problema já não é dele. E de quem não sabe reconhecer e apreciar esta verdade: a capacidade do piloto alemão.

McLaren, Alonso e Button?

GOIÂNIA – 2015 para a McLaren será um ano de desenvolvimento. Sem pretensões de título, a equipe de Woking tem que acertar motor e carro ano que vem para a partir de 2016 poder tentar voltar às glórias da parceria McLaren/Honda.

Assim, o ideal para a equipe seria a dupla formada pelo piloto experiente que guiaria o desenvolvimento do projeto e o piloto promissor que aprenderia e seria o grande nome para lutar por títulos.

Porém optaram por dois pilotos experientes. O projeto da equipe de Woking é para agora. Tem muito que desenvolver. Em 2016, as chances ainda são poucas. Talvez 2017 seja o grande ano da McLaren. Alonso terá de 35 para 36 anos e Button, 36. Infelizmente, é fim de carreira. Eles terão todo aquele gás de 5, 10 anos atrás para lutar pelo título?

Alonso e Button estão prestes a se aposentar e a McLaren precisa de pilotos que fiquem em Woking por muito tempo. Como foram os projetos que fizeram Lauda, Prost, Häkkinen e Hamilton campeões. Á longo prazo. Anos de trabalho para enfim os de glória.

O mais viável seria manter Jenson, piloto experiente, com 5 temporadas na McLaren e um bom histórico com a Honda, ao lado Magnussen, o campeão da GP2, Palmer, ou o vice, Vandoorne, pilotos novos, com potencial para ser campeão. Ou ainda Bottas, que embora não seja inicinate, é um piloto promissor, que faz bem o estilo da McLaren.

Alonso que não faz sentido estar ali, pois além de ter que começar do zero, não teve uma passagem muito feliz na equipe inglesa. Em 2007, o espanhol prejudicou Hamilton no GP da Hungria deixando Ron Dennis furioso . El emburradón entregou o caso de espionagem Stepneygate que acabou deixando “Boss” fora da F1 por 6 temporadas, além de punições para a McLaren (zerou os pontos do mundial e teve que pagar uma multa de US$ 100 milhões).

Alonso e Dennis nunca mais trabalhariam juntos, disseram na época. O espanhol disse que não tinha confiança alguma na equipe inglesa. Alonso e McLaren, nunca mais! Até 2105.

Continuo sem entender. Será uma competição? Eles têm 2015 de teste, quem se sair melhor fica para a próxima temporada? E Magnussen? Voltará como piloto titular quando? E a própria McLaren? Vai voltar ao topo? Cadê março que não chega logo?

Meus pêsames (1)

GOIÂNIA – Não vou comentar ainda sobre Massa na Williams, mas deixo essa imagem para vocês.

Obs: Têm mais na fanpage do blog

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