Fórmula Café

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Querido Ron

Querido Ron Dennis,

após esse ano refletindo, de cabeça aberta, para tentar entender a contratação de Fernando Alonso pela sua equipe, cheguei finalmente a seguinte conclusão: a culpa não é sua. Você, inglês disciplinado, gestor, fiel ao seu Team, não teria cometido mais uma vez o erro de contratar um espanhol marrento, individualista e desapegado.

Apostar nos japas não foi um erro. Todos querem trabalhar com jovens inteligentes, focados e com poderio tecnológico. Mas apostar em um piloto com mais de 30 anos conhecidamente desarmonioso…

Que Alonso é um dos maiores pilotos da década passada, isso ninguém duvida. Que é guerreiro, trabalhador e arrojado, também não.

Mas para construir uma equipe vencedora e unida, você precisa de um piloto que se comprometa com o objetivo. E principalmente nesse momento de estima baixa e tensão, que se una à família McLaren-Honda para juntos trilhar o caminho para  sucesso.

Ao invés disso, El Fodón, vai à Suzuka, casa da Honda, ironizar a potência do motor. “GP2 Engine?”. Depois, sobe ao pódio em Interlagos com o companheiro de equipe para tirar uma onda com o fracasso do Team.

Tudo que uma Organização bem sucedida não precisa, é um funcionário que faz zoeiras públicas com a situação. A Honda precisa mesmo é de um Samurai. Que abrace a causa e diga “tamo junto”. Mas de Samurai, Alonso só tem a tatuagem.

Se a equipe já tivesse um carro impecável, feito aquele da década de 80, Alonso poderia ser uma boa opção. Só sentar e pilotar. Vencer e de vez em quando reclamar, como é de sua natureza. Quando perde, Alonso culpa a equipe. Mas quando ganha, o mérito é exclusivo dele.

Deve ser por isso que Fernando Alonso só deu certo com Flavio Briatore. Farinhas do mesmo saco.

Mas você, Boss, sabe disso melhor do que ninguém. Já está claro que a ideia não foi sua, e as declarações enaltecendo o espanhol, deve ser coisa de assessor de imprensa. Por que você, Ron Dennis, que já trabalhou com Niki Lauda, Ayrton Senna, Alain Prost e Mikka Hakkinen, não concordaria com um Fernando Alonso.

Com admiração,

Luiza Maria Saggin

 

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Resposta ao “AUTOMOBILISMO NÃO É ESPORTE !”

Este texto é uma resposta ao “AUTOMOBILISMO NÃO É ESPORTE!” de Luiz Antônio Simas

Luiz Antônio Simas,

uma das coisas que meu pai me ensinou foi que discutir com pessoas ignorantes é perda de tempo. Eu poderia muito bem fingir que nunca li seu texto. Ou só ter rido de tudo o que li, fechado a aba e feito alguma coisa mais interessante. Mas não, aqui estou eu, para defender o meu esporte preferido. Não por que ele é o meu preferido, mas por que sim, é um esporte!

Esporte é qualquer atividade com o objetivo de equilibrar a vida e a saúde, e melhorar a aptidão física e/ou mental. Para julgar o automobilismo como um “não-esporte”, você certamente não sabia dessa definição. Os seus argumentos são que os pilotos são playboys, que são uns “babacas” por ficar dando voltas em alta velocidade, que são patrocinados por drogas. Luiz, que argumentos fracos para combater o automobilismo, hein?

Comecemos pelo fato de que piloto tem que ter um preparo físico monstruoso para conseguir agüentar, durante 2h (como na F1), todas as forças (G, peso, normal, centrífuga, centrípeta…) que atuam sobre ele, para conseguir em marcha alta fazer uma curva difícil. Nem vou comentar das corridas na chuva, das fortes freadas e acelerações. Em um simples final de semana de F1, tachada por você como um “não-esporte”, um piloto pode perder de 3 a 4 kg, só “dando voltas em alta velocidade”.

Luiz, coloque um ‘playboy’ qualquer que não pratica esporte algum para fazer a Eau Rouge em alta velocidade e veremos como ele se sai.

Agora me diga o porquê desses tais ‘playboys’ serem babacas? Por que ficar dando voltas os fazem babacas? Porque eles são mais babacas que você? Você que provavelmente não sabe o quão difícil, desgastante e heroico é conseguir dar uma volta perfeita em Spa-francorchamps.

E sobre as tais drogas, marcas de bebida e cigarro não são as únicas patrocinadoras do automobilismo. E outra, são lícitas.
Automobilismo é sim um esporte. Aliás, é mais que isso. O automobilismo é fonte de milhares e milhares de empregos no mundo todo. É o ‘laboratório’ de pesquisas para as novas tecnologias automotivas que todo o mundo usufruirá. Se o automobilismo para, as inovações param.

Sobre o Senna, ele foi o maior herói que essa nação já teve. E não é por que ele é meu ídolo que o elevo a esse patamar. É por que ele é uma das maiores personalidades que o mundo já viu. Pesquise, leia, conheça Ayrton Senna antes de falar qualquer bobagem sobre ele. E aprenda a escrever seu nome corretamente.

Luiz, automobilismo é esporte! Você confundiu seu gosto com fatos. Todo mundo tem o direito de gostar ou não de qualquer esporte. Você tem todo o direito de odiar a F1, pelo ronco dos motores que te acordam domingo de manhã, pela narração do Galvão, ou pela inveja de não ser um ‘playboy’. Pode continuar odiando. Tudo bem. Declare seu ódio, enquanto eu declaro meu amor. É a sua opinião, e eu a respeitarei, é claro. Mas não venha dizer que o automobilismo não é esporte, por que isso não uma simples questão de opinião. Automobilismo é esporte, você goste ou não!

Luiza Maria Saggin

Pátria amada F1!

Título por Lara Bianca, que entende bem de amor à pátria F1
GOIÂNIA – Recentemente, duas amigas disseram que torciam para o Felipe Massa. “Só por que ele é brasileiro?”, perguntei. Elas responderam positivamente. A partir daí, as duas entraram em uma discussão comigo sobre quem eu deveria torcer na F1. É importante ressaltar que as duas não gostam de F1. Não acordam 3h da manhã em um domingo para assistir uma corrida. Não sabem nada da história da F1. E principalmente, não entendem de automobilismo.

“Você não ama o Brasil”, me disseram quando eu afirmei que não era fã do Massa. Que fique claro, admiro bastante meu conterrâneo, é um ótimo piloto, merecia o título de 2008, mas não, não sou fã do Massa. E por que isso faz de mim menos nacionalista do que quem não acompanha a F1 e “torce” por ele pelo fato de ter nascido no Brasil?

Quem é fã de F1 sabe muito bem que não torcemos por bandeira. Torcemos para o piloto! Como já disse Alessandra Alves na sua coluna no GPTotal, “O fã de automobilismo vibra e fica na ponta da cadeira ao ver uma disputa linda como […] de Alonso e Hamilton, […] não por serem espanhol e inglês, mas por serem extraordinários pilotos. Não somos tacanhos a ponto de torcer ou de gostar de um esporte apenas porque tem um brasileiro vencendo. Não somos xenófobos e queremos continuar não sendo. Fórmula 1 é só um esporte, não é guerra.”

Se F1 fosse apenas bandeira, eu não poderia ser fã de Juan Manuel Fangio, pentacampeão mundial, pelo fato de ser argentino? Eu odiaria todos os franceses por que Alain Prost, tetracampeão e maior rival de Ayrton Senna nas pistas, é francês? Torceria o nariz também para todos os alemães por que Michael Schumacher, heptacampeão, não é lá um piloto que, pessoalmente, gosto muito?

Se F1 fosse apenas bandeira, se, ou quando, não houver mais brasileiros no grid eu não assistiria mais? Odiaria todos os espanhóis por que Fernando Alonso, bicampeão mundial, foi 1° e Massa, 2° piloto na Ferrari? Odiaria também todos os ingleses, por que em 2008 Lewis Hamilton, campeão, levou o título em cima de Massa?

A F1 não funciona assim. O que nos acorda domingo de madrugada ou de manhã, o que nos deixa ansiosos esperando a semana inteira por domingo, o que nos faz pensar/falar/respirar F1 o tempo todo não é torcida. Não é bandeira. É paixão por automobilismo!

O meu maior ídolo na F1 é brasileiro. Mas não é por causa da nacionalidade dele que o cara é o meu herói. Não foi o Ayrton que nasceu no meu país. Eu que tive a honra de nascer no país dele.

A F1 é esporte para aficcionados, não para torcedor de bandeira.

Corrida do Milhão 2014 – Fotos

Post sobre a corrida neste link

GOIÂNIA – 

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Corrida do Milhão 2014 – Relato do melhor final de semana da minha vida

Post com as fotos neste link

GOIÂNIA – Esse talvez seja o mais pessoal post deste blog. Aqui, antes da blogueira, lhes escreve uma apaixonada por automobilismo.

Tudo começou na sexta. Quando minha prima, Lorena Rocha Vargas, conseguiu uma credencial para o camarote da Globo na Corrida do Milhão para mim. Ter aquela credencial em mãos já era um sonho!

No sábado fomos ao autódromo. Vimos Cacá Bueno e tietamos!!

Meu pai já apostava na pole do Rubinho. E como ficamos felizes quando ele fez o melhor tempo.

Acordamos hoje já sonhando com a corrida. Sentados nas nossas cadeiras, ao lado da pista, em frente a TV, vimos a melhor corrida de Rubens Barrichello. Mesmo sendo ultrapassado duas vezes por Thiago Camilo, não se abalou e deu o troco. O resto da corrida eu mal vi. O meu foco era no Rubinho!

Quando cruzou a linha de chegada, vibramos até a garganta doer. A primeira vitória dele na Stock, e em Goiânia!

Na visita aos boxes tive a oportunidade de tirar foto e dar uma palavrinha com alguns pilotos. Lucas Foresti, Felipe Fraga, Ricardo Maurício e Valdeno Brito.

Ver esses pilotos foi maravilhoso. Mas teve um que destacou, Rubens Barrichello.

Eu sou fã do Rubinho desde que me entendo por gente. E ver ele lá, autografando meu boné, perguntando “Como é mesmo o nome do seu blog?” e tirando uma foto comigo, foi com certeza um dos melhores momentos dos meus 16 anos, para não dizer o melhor.

Foi surreal, eu tremia. Fiquei de boca aberta um bom tempo pensando se aquilo foi mesmo a realidade. Estou em êxtase até agora.

O que a Lorena ainda não sabe é que o que ela me proporcionou é impagável e sou infinitamente grata. Ver todos aqueles pilotos, visitar os boxes e a pista nos leva a um estado de espírito elevado. Quem ama automobilismo pode me entender. Cada dia que passa eu tenho mais certeza de que o automobilismo é o que eu sou. De que é disso que eu quero viver. De que é para isso que eu quero viver.

Valeu, papai e mamãe. Valeu, Rubinho. Valeu, Lorena. Vocês proporcionaram o melhor domingo da minha vida!

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