Fórmula Café

Arquivo para a categoria “FIndy”

Alonso, Hamilton e o que entendemos da Indy

GOIÂNIA – O que é mais difícil de fazer, Eau Rouge ou uma volta em um circuito oval? O S do Senna ou uma volta no circuito oval? Di Lesmo ou uma volta no circuito oval? Uma volta em Mônaco ou uma volta em Indianápolis?

Alonso se adaptou rápido à Indy. Fittipaldi foi campeão nas duas categorias. Rubinho no segundo ano de StockCar foi campeão. Sato venceu as 500 milhas de 2017.

A Fórmula 1 é o topo. Lá o piloto é levado ao seu limite. Psicologica e fisicamente. Competem com pilotos de altíssimo nível, nos circuitos mais desafiadores. Depois de conhecer o limite, tudo fica mais fácil.

Os melhores pilotos da F1 estarão entre os melhores aonde forem. É diferente. Fórmula e Turismo. Fórmula 1 e Indy. São técnicas diferentes, forças diferentes, pistas diferentes… Mas sabe aquela história de que uma mente expandida jamais volta ao seu tamanho original? Então, é isso.

A categoria europeia, não é a mais competitiva, a mais interessante e a mais acessível. Entendo a revolta de muita gente com a declaração de Hamilton. Mas meus caros, a Indy é mais adaptável que a F1, para não dizer fácil.

Não confundam gosto com realidade, a gente pode gostar mais de uma categoria e mesmo assim admitir que a Fórmula 1 é maior, em vários aspectos.

Criticar a postura de Hamilton seria justo, se vocês não fossem tão clubistas. Os fãs do Alonso e/ou ‘odiadores’ do Hamilton não perderam a oportunidade de exagerar no julgamento.

O Alonso ter estado entre os melhores das 500 milhas de Indianápolis diz muito sobre a Indy, sim! Hamilton só teve coragem para dizer o que o mundo do automobilismo sabe, o nível da Fórmula 1 é mais alto. Sem politicamento correto, por favor, parem de ser tão chatos colocando tudo como relativo.

PS: Eu prefiro StockCar!

Retrospectiva da temporada: 2012

Goiânia – Foi realmente um ano intrigante, surpreendente, ótimo e envolvente. Começou bem e terminou bem. Quem mereceu, levou o campeonato para casa. Muitos recordes foram batidos. Gente finalmente indo embora e gente voltando, pilotos estreando. Pilotos e equipes sendo campeões de novo. Pilotos novos mostrando potencial e gente mostrando inutilidade, equipes contratando e dispensando pilotos, alguns progredindo e outros regredindo. Piloto tirando engenheiro. El gentón sem espírito de bom perdedor, alfinetando gente, nervoso, emburrado. Piloto chorando, piloto sorrindo. Gente sendo homenageada e gente quebrando barreiras…
2012 foi realmente um ano para ser aplaudido de pé por gente gritando: “MAIS UM. MAIS UM”. Fazia algum tempo que uma temporada automobilística não era tão empolgante.

Na StockCar, as previsões do começo do ano se confirmaram. Cacá Bueno foi pentacampeão com a RedBull ganhando só 1/4 das provas disputadas. Não pontuou em 2 e na corrida do milhão chegou em 3°. E que corrida essa. Cacá largou mal e aos poucos foi se recuperando, sem afobamento. Conseguiu chegar à 2° posição, atrás de Galid Osman, uma surpresa. Depois conquistou o 1° lugar. E faltando poucos metros para cruzar a linha de chegada, a gasolina do carro de Cacá se esgota e ele é ultrapassado por Thiago Camilo e Ricardo Maurício. Foi realmente emocionante.

Cacá é Penta

Valdeno Brito andou surpreendendo nesse ano. Ganhou 2 corridas e terminou o campeonato em 7°, com 137 pontos, enquanto o companheiro de equipe, Alceu Feldmann fechou em 31° com míseros 9 pontinhos.

Rubens Barrichello foi convidado para a corrida do milhão e participou também das 2 anteriores. Foi razoável e ficou assustado com a brutalidade da categoria, ele, Kanaan e Castroneves. Rubinho até fechou para correr na Medley ano que vem. F1 não deu certo, Indy não deu certo, agora vamos ver a StockCar. Mas Rubens, se nada mais der certo, vira repórter da Rede Globo.

Na Indy, ganhou um americano. Ryan Hunter-Reay foi campeão pela Andretti. A aposta do começo era Will Power, que ganhou 2°, 3° e 4° provas, a última no Brasil. Will Power fez 5 poles, enquanto Hunter-Reay não fez nenhuma, mas ganhou 4 provas. Castroneves ficou em 4° no campeonato, ganhou 2 corridas. Kanaan fechou em 9° e Rubinho em 12°. Se levarmos em conta que era a 1° temporada de Rubens na Indy e tinha um carro mediano, ele se saiu bem e ainda podia desenvolver mais o carro. Só eu que achei que ele ia chegar e ganhar corrida já. Coisa de torcedora!

Baltimore

Na GP2, pouco o que comentar. Razia poderia ter ganho aquele título, mas foi  Davide Valsecchi quem levou o campeonato. Nars e Razia são as promessas brasileiras para a F1 e esse ano, os dois tiveram um desempenho notável, mas não foi o suficiente.

Agora, a categoria máxima, Fórmula 1. A temporada começou e terminou com a vitória do tigre inglês, que com a vitória em Spa, são 3 no total. Sebastian fenômeno foi tri. E mereceu o título. Não tem essa de que Alonso merecia não. Quem conta com sorte e jogo de equipe para ganhar campeonato, não merece. Andou sim muito bem com a Ferrari, teve um desempenho bom, mas Felipe Massa terminou correndo até melhor que o espanhol.

GP do Brasil

Vettel ganhou 5 corridas e Alonso 3. O prodígio alemão faz a sua melhor temporada, com espetaculares corridas, recuperações épicas no Brasil e em AbuDhabi, sorriso de criança e maturidade de adulto.

Essa foi a temporada do surgimento das promessas da F1. Pérez, o ligeirinho afobado que subiu no pódio 3 vezes no ano, e depois que foi contratado pela McLaren para o ano que vem, decaiu bastante e não pontuou nas 6 últimas corridas. Koba-San, o japonês que subiu no pódio pela primeira vez em seu país, sem contratos em 2013, uma pena. Di Resta e Hülken, a talentosa dupla da Force Indian, que se desfez para 2013. Rosberg, ganhou uma corrida e estava colocando Schumi no chinelo.

Falando em Dick Michael Vigarista Schumacher, 2012 é o ano da 2° aposentadoria dele. Tomara que essa seja definitiva. Kimi teve um retorno decente, ficou em 3° no campeonato. O companheiro de equipe só fez bater, nos outros.

2012 teve corridas épicas, como o GP do Brasil e o de AbuDhabi. Teve a tirada de Kimi, que virou até camiseta, blusão e gorro: “Leave me alone. I know what I’m doing”, “Yes, yes, I am doing all the time, you don’t have to remind every secnd”.

2012 foi com certeza um ano igual, mas diferente. Já tinha apostado no tri do Vettel antes da temporada começar, e mesmo oscilando os vencedores dos GPs, o trio Vettel-Neway-Honer foi de novo campeão.  Se o mundo acabar mesmo nesta sexta-feira, 2012 realmente valeu à pena.

Barrichello: F 1 x F Indy

Goiânia – Admito nunca me interessei por Fórmula Indy. Mas desde que começaram as especulações sobre Rubens Barrichello na categoria norte-americana, meus horizontes ampliaram. Decidi conhecer melhor a até então estranha Fórmula Indy.

A Fórmula Indy, de uns anos prá cá aderiu a novos tipos de circuitos. Gradativamente vem trocando os tediosos ovais pelos mistos. Na Fórmula 1 os circuitos são repletos de curvas, abertas e fechadas, subidas e descidas, naturais ou artificiais.

Ver Rubinho fora da categoria máxima é estranho, mas para consolo dos torcedores o brasileiro fechou com a KV Racing, na Fórmula Indy. Ao lado de Tony Kanaan e de Ernesto Viso, Rubens vai correr para ganhar, ganhar não só uma ou duas corridas, Rubens Barrichello vai correr para ganhar o campeonato, pois potencial para isso, ele tem de sobra, e o carro/equipe parece não ser dos piores.

A Fórmula 1 sempre foi mais interessante. Enquanto tem corridas no mundo todo, a Indy mal sai da América do Norte. A Indy tem mais pilotos por equipe. Os espectadores da Fórmula 1 são numericamente maiores que os espectadores da Fórmula Indy. O regulamento é diferente. Existem equipes na Indy que não participam do campeonato a temporada inteira, alguns só participam da prova de Indianápolis. Os carros são diferentes, os pilotos são diferentes. São dois mundos diferentes.

Há uma história de sucesso dos brasileiros na Indy, mas provavelmente o interesse do público aqui pela categoria viverá um momento inédito.  Ao mesmo tempo em que cairá o interesse pela Fórmula 1, já que restaram apenas Massa e Senna-sobrinho. Ambos sem perspectivas de vitórias nem de contrato para além de 2012.

Tivemos pilotos que mudaram da F1 para a Indy e da Indy para a F1. Muitos dos que trocaram a categoria máxima pela norte-americana tiveram sucesso, já quando acontecia o contrário, os pilotos saiam da Indy para a F1, não se davam bem nos circuitos mistos.

A F1 ainda é melhor, mas assistir a Indy, assistir um carismático brasileiro na categoria norte-americana não vai matar ninguém.

Luiza e Luiz Saggin

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