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MOTOGP 2017: Argentina

COLUNA ESCRITA POR PATRICIA ZENI

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(Opinião) Assim como no Qatar, escrevi a coluna da MotoGP com a colaboração do meu amigo Marcos. Quando estávamos pensando no que colocar aqui, deixei claro que era pra falar do Valentino Rossi, mas ele preferiu dar uma boa ênfase no Maverick Viñales! Enfim, espero que leiam tudo, tem Brasil no final, então não desistam na metade. Se você não sabe o que aconteceu na corrida, leia com atenção. Se você sabe, espero que concorde com tudo.

MotoGP

O cine MotoGP orgulhosamente apresenta: Desafiando Gigantes! Esse poderia ser o slogan do jovem piloto Maverick Viñales, com uma atuação madura e sólida o piloto de 22 anos venceu mais uma na MotoGP, não tomando conhecimento de pilotos consagrados e mais experientes. Viñales fez uma largada conservadora na perigosa e escorregadia pista de Termas do Rio Hondo, e com muita inteligência foi melhorando seu ritmo volta a volta conforme as condições da pista melhoravam. Quem não teve a mesma sorte foi o penta campeão Marc Márquez que caiu logo no início quando tentava abrir vantagem na liderança, deixando o caminho de Maverick mais fácil. Cal Crutchlow até tentou acompanhar o ritmo de Viñales, mas acabou virando preza do veterano Valentino Rossi. Valentino, que por sinal completava 350 gps. O piloto italiano comemorou a marca histórica fazendo o que mais fez nos 21 anos de carreira, dando show e encantando o público. Partindo de sétimo o italiano veio escalando o pelotão um a um até chegar em Cal, com quem travou um jogo de xadrez, no qual o italiano deu o cheque mate faltando sete voltas com uma linda ultrapassagem sem direito a resposta. Valentino se consolidou na segunda posição fazendo assim a primeira dobradinha da Yamaha no ano. Cal completou o pódio.

Na quarta posição, a Aspar Team surpreendeu mais uma vez (já tinham feito primeira fila no classificatório com Karel Abraham) com Alvaro Bautista, que brigou num pelotão com Dani Pedrosa, Danilo Petrucci, Johann Zarco, Andrea Dovizioso e Aleix Espargaró. Deles, Zarco terminou em quinto, com o companheiro de equipe Jonas Folger em sexto e Petrucci em sétimo. O primeiro a cair foi Pedrosa, seguido pela má sorte de Dovi na Argentina, que foi derrubado pelo Espargaró mais velho. Scott Redding, Jack Miller e Abraham fecharam o Top10.

Ah, faltou um! Ainda sem se adaptar na Ducati, Jorge Lorenzo não completou nem a primeira volta.

Moto2

Pertinho do Brasil, o mais brasileiro de todos os pilotos da Moto2, Franco Morbidelli venceu a segunda corrida da carreira, segunda corrida na temporada, segunda corrida seguida. Franco ficou na frente desde a primeira volta e foi ameaçado pelo companheiro de equipe Alex Marquez no finalzinho, mas o espanhol caiu. Morbidelli levou para o pódio uma bandeira metade Itália e metade Brasil, além de ter dado uma entrevista inteira em português para o ~melhor~ comentarista da SporTV, Fausto Macieira (tem video!!!)

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2017, Melbourne e um novo ciclo

GOIÂNIA – Feliz 2017! O ano por aqui só começa com o GP da Austrália.

Antes da largada eu já havia cantado a pedra, o Vettel venceria a corrida na estratégia. Essa previsão tinha tudo para estar errada. Quebrar um longo jejum e ainda por cima com a equipe que costuma errar na estratégia?

E não, a culpa não foi da Mercedes. Cada equipe fez a sua estratégia se adequando ao desgaste dos própios pneus. A Ferrari foi mais esperta quando pensou nisso no início do final de semana. O piloto alemão fez a corrida dele, paciente. Venceu e agora o clima na Ferrari voltou a ser leve.

Li em alguns lugares que a corrida foi sonolenta e que assim seria o resto do ano. 2017 é o início de um novo ciclo. Em Melbourne, Vettel voltou a vencer após mais de 500 dias, e desde 2013, é a primeira vez que um não-Mercedes lidera o campeonato. Se para vocês isso não é um bom início diante das últimas temporadas…

Não foi a melhor corrida dos últimos anos, mas também não foi a pior. A F1 é uma caixinha de surpresas. Na China, tanto podemos ver uma Ferrari reafirmando seu lugar como adversária direta da Mercedes quanto uma Mercedes decidida a mostrar força e que ainda é superior. E ainda podemos esperar a Red Bull surpreender na aerodinâmica. Essa pode ser a melhor temporada da década, com uma disputa entre os dois melhores pilotos do grid, como pode ser outro domínio enfadonho.

Uma etapa é pouco para qualquer disgnóstico, mas o suficiente para nos empolgar e esperar ansiosamente pela próxima corrida.

Cheirinho de título

GOIÂNIA – Se o Hamilton tiver a sorte de ainda levar este campeonato, quebrarei a cara. Mas ser imparcial é muito sem graça. Bom é torcer.

Todo mundo já sabe da matemática necessária para que qualquer um dos dois seja campeão. Hamilton já começou a demonstrar o psicológico instável. Rosberg está com o regulamento debaixo do braço. Se for só para torcer, Rosberg. Se for para apostar, Rosberg.

Não, não sou Rosberguete, mas poxa, 5 anos sem campeões, só bi, tri e tetra. Pelo bem da F1, precisamos do título do Rosberg.

Foi na reta final da temporada de 2015 que Rosberg começou a estruturar o título de 2016. Quando emplacou vitórias seguidas e aproveitou quebras do companheiro para tomar vantagem. Hamilton conseguiu se recuperar após as duras críticas por não estar tão dedicado quanto o alemão. Entrou de férias líder. Foi curtir. Rosberg ficou na fábrica refazendo o caminho da vitória. Voltou das férias consistente, forte e equilibrado e tomou de volta a liderança para chegar em Abu Dhabi suave correndo pelo segundo lugar.

Não duvido da capacidade de Nico de vencer esse título. Ele vai fazer de tudo para não correr riscos. A incerteza vem do carro. Já para Lewis, além do carro, não podemos confiar tanto na sua performance. Se as declarações que demonstram pressão começaram, a chance dele acabar com a própria corrida são consideráveis.

Mas podiam mesmo entregar a taça para Rosberg mandando Mercedes para casa. Aí é só deixar a F1 pegar fogo com o restante do grid. Despedida de duas lendas, embate entre cavalos e touros, nanicos mostrando serviço e Abu Dhabi provando que é sim um circuito palco de grandes emoções.

Vai F1, fecha esse ano grandiosamente, deixando os fãs ansiosos para 2017. A gente merece.

Senna vive

GOIÂNIA – Fiquei muito chateada quando, no começo do ano, percebi o primeiro de maio ocupado por uma corrida. Que respeito esta categoria tem com a morte do maior mito da sua história? Como puderam quebrar o meu dia de luto com uma corrida? Primeiro de maio não é dia de piloto alegre por vencer, ou triste pelo azar. Primeiro de maio é aquele dia especial que a Globo chora a perda do Santo Ayrton. Que Galvão lamenta mais um ano de saudade. Que eu me emociono com qualquer VT de Brasil, 91 (isso acontece todos os dias, mas primeiros de maio me deixam mais à flor da pele). Mas a ficha caiu!

Poucos dias atrás, após meses me aguentando reclamar da corrida neste dia, meu pai disse que “o Senna iria querer assim”. O Ayrton, certamente gostaria de ver-nos o homenageando com aquilo que ele mais amava.

Sem choro, sem vela. Corrida. Por que o espírito competitivo, dedicado e apaixonado pela velocidade de Ayrton Senna ainda está aqui. Senna vive. A cada GP disputado, a cada vitória suada e merecida, a cada novo fã desta categoria, Senna vive.

Obrigada, Ayrton. Não preciso detalhar os motivos. Apenas, obrigada. Você sempre será lembrando nas pistas e fora delas.

Pesos e medidas

Ano passado, em Mônaco, Max Verstappen tentou uma ultrapassagem. Esse ano, em Melbourne, Fernando Alonso tentou uma ultrapassagem. Nos dois casos, o acidente provocou o abandono de todos os 4 pilotos envolvidos.

O que difere? As consequências. Verstappen levou para a corrida seguinte uma punição de 5 posições e 2 pontos na carteira. Além das críticas, “imaturo”, “novo demais para a F1”. Alonso, ganhou mensagens de apoio e preocupação dos fãs.

Fernando poderia ter saído machucado dada a gravidade do acidente, e ainda bem, saiu ileso. Mas além dele mesmo, colocou em risco outro piloto, e causou bandeira vermelha na prova que foi fator determinante no resultado final.

Max fui punido, e considerado inconsequente. E Alonso? As pessoas que braandaram contra Verstappen não vão falar nada sobre o acidente na Austrália? E a FIA? Idade e título são fatores que pesam no momento de punir?

Fernando Alonso tem 34 anos e 14 temporadas completas na F1. Não deveria cometer erros dessa magnitude. A inconsequência do espanhol é ainda maior que a do holandês.

Acredito que os dois casos foram acidentes de corrida. Mas se houve punição para um, por que o outro, ainda mais grave, saiu ileso?

Alonso e a idade pesando. Opiniões e a falta de fundamentação crítica. A FIA e sua incoerência.

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