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Sebastian Vettel, o piloto que não é de verdade – Karolina Pedroni

Por Karolina Pedroni

VILA VELHA – 

29 de março de 2015: mais uma para colocar na coleção de datas especiais. Depois de ficar 461 dias e de ter passado uma temporada inteira longe do degrau mais alto do pódio, Sebastian Vettel está de volta. O alemão – que muitos dizem não ser piloto de verdade – conseguiu bater as duas Mercedes e liderar com uma Ferrari que – assim como ele – não vencia desde 2013.

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Muitos diziam que Sebastian Vettel só ganhou por causa do carro e só conseguiu seus quatro títulos mundiais porque tinha Adrian Newey. Mais: não passava de um farsante e nunca iria ser como Michael Schumacher. Ainda: era só mais um piloto comum e não merecia a fama que conquistou. Só que, logo em sua segunda corrida, arrematou sua primeira vitória como piloto da maior escuderia da Fórmula 1.

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Aquele que não era um piloto de verdade.  Foi julgado por ter trocado a Red Bull Racing em meio à crise da equipe, e que só teria saído de lá por ter levado uma surra de Daniel Ricciardo – já dizem por aí que é um grande piloto. Neste fim de semana, este mesmo piloto conseguiu emocionar milhares de torcedores, fazer os ferraristas desacreditados cantarem o hino italiano com toda força e vontade e escorrer um rio de lágrimas dos olhos de até quem não é Tifosi.

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Ele, o bebê chorão, que provocou polemica no GP da Malásia de 2013, o piloto mais jovem a receber uma multa por alta velocidade na saída dos boxes, o mais jovem a fazer uma pole position, o mais jovem a subir ao pódio, o mais jovem a vencer uma corrida, o mais jovem a ganhar um mundial e se tornar, bi, tri e tetracampeão. Ele mesmo que tem medo de ratos, uma pobre criança indefesa que precisava de Christian Horner para defendê-lo, que bateu recorde e está entre os quatro maiores campeões do esporte. Vettel fez o mundo engolir sapos e provou que todos os críticos estavam errados.

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29 de março de 2015: um dia que será marcado pela volta de Sebastian Vettel, o piloto que não é de verdade, ao degrau mais alto do pódio. Um dia que será marcado pela volta da Scuderia Ferrari – muito por causa de Vettel.

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Obs: Ainda tento entender como Fernando Alonso; o piloto que é de verdade, aquele que em cinco temporadas conseguiu dar as mesmas alegrias à Ferrari que Sebastian Vettel conseguiu em apenas um dia, aquele que não precisa de carro, engenheiro ou sorte para vencer; conseguiu ficar na penúltima fila do grid e teve de abandonar a corrida.

Karolina Pedroni é estudante de Jornalismo pela UVV. Fã de automobilismo. E minha melhor amiga! 

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Eu queria assinar esse texto: Coluna da revista – Luiz

Outro

GOIÂNIA –  E agora, a coluna do Luiz Henrique.

Quem é chato afinal?

Há anos eu leio sobre F1, especialmente na internet. É lazer para mim. Leio de tudo um pouco, e conheço bem o estilo de alguns colunistas. No meio existe um termo quase pejorativo para os brazucas que torcem por pilotos tupiniquins. “Pachequismo”. São tidos como chatos, como equivocados do esporte. Diminuídos em suas opiniões.

Eu não diria que me enquadro, mas para esses colunistas certamente sim, por eu ser fã do Senna e do Barrichello. Sou admirador e fã de outros pilotos também, como Schumacher, Vettel, Alonso, Button, Hamilton, Räikkonen, Hülkenberg, Kubica, Kobayashi, e tantos outros. Mas se eu torço pelos brasileiros sou pacheco, porque segundo os puristas, ditadores nas regras tácitas do clube de fãs do automobilismo, não se pode ser torcedor de piloto brasileiro. Eles se esquecem que o esporte é feito de emoção, e sem torcida não há emoção em uma competição. Se eu tenho que torcer entre um piloto do meu país e um estrangeiro, nada mais natural que eu queira glórias para minha pátria.

Por outro lado, se eu acho que o Senna foi um piloto fabuloso, incrível, fantástico, o melhor de todos os tempos, eu não posso defender isso só por que sou brasileiro? Se eu fosse Alemão tudo bem?

Tais jornalistas escrevem bem, gosto do que fazem, mas nessa questão se perdem no pedestal de achar que estão acima do bem e do mal, se esquecem do sentido desse circo todo. E com isso se tornam os verdadeiros chatos da questão.

Luiz Henrique

E-mail: luizhenrique@gigabytenet.com.br

Eu queria assinar esse texto: Coluna da revista – Karol

A 1°

GOIÂNIA – Inaugurando uma categoria aqui no blog. Serão textos que gostei tanto que queria assinar. Esse texto foi publicado na revista, na coluna da Karol Pedroni. E texto dela e do Luiz Henrique ficaram tão bons que eu resolvi publicar os dois aqui, inaugurando a categoria no no blog. A minha coluna é um texto que já postei aqui, o “Que honra”

Ai vai:

A paixão é o que nos move

Quem nunca sentiu o estômago embrulhar ao ver alguma ultrapassagem perigosa? Quem nunca saiu resmungando quando algo deu errado? E quem nunca chorou com uma vitória espetacular? Formula 1 é isso, é sentir medo, se irritar, sorrir e chorar. Formula 1 é uma roda gigante de emoções vivas, é se arriscar. Às vezes sentimos em uma única corrida, o que levaríamos anos para sentir. Uma mistura de sentimento com adrenalina, de amor com angústia. Não temos como descrever esse esporte em uma única palavra e nem entendê-lo com um pouco mais de 50 voltas. Um amante de F1 nasce com essa emoção, e quando escuta o barulho dos motores pela primeira vez fica paralisado, como se não existisse mais nada ao seu redor, só ele e a paixão.

Karol Pedroni

E-mail da Karol: karolpedroni@gmail.com

Twitter: @Krolpedroni

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