Fórmula Café

Arquivo para a categoria “Corridas homéricas”

Corrida do Milhão 2014 – Fotos

Post sobre a corrida neste link

GOIÂNIA – 

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Revista FC – 1° edição

Emocionada

GOIÂNIA – No final de novembro, depois de passar por uma das melhores experiências da minha vida, o GP do Brasil, eu decidi que era isso que eu queria fazer da minha vida.

Eu quero fazer alguma coisa relacionada à F1. Sei que piloto não seria a melhor escolha, por uma série de fatores como tempo e dinheiro. Já planejei a minha própria equipe na F1. Mas como eu queria uma coisa imediata, resolvi seguir  o caminho que já estava. Resolvi investir no blog. Mas o blog ainda era pouco. Então, tive a ideia de uma revista digital.

Fiz o projeto, escrevi as matérias, baixei programas de diagramação, apanhei bastante até conseguir. Além de mim, há textos de mais duas pessoas na revista, Luiz Henrique Saggin e Karol Pedroni.

É uma edição piloto, a primeira de muitas eu espero. No mais, obrigada a todos que apoiaram.

O link da revista: http://issuu.com/lumasaggin/docs/apresenta____o1

Top na Malásia (4)

GOIÂNIA –

Continuando…

Agora o ponto alto da corrida. Webber era líder e Vettel vinha atrás. Na metade da corrida, o alemão pediu no rádio, para que Webber desse passagem para ele, já que estava mais rápido e o australiano o atrapalhava. Pediram paciência para ele e Mark passou a correr mais.

Mais tarde, depois da troca de pneus, pediram pelo rádio que a dupla rubro-taurina mudasse o mapeamento do motor para poupá-lo, já que Webber e Vettel tinham o mesmo ritmo. O tal do “Multi 21”, sabe-se lá se tem alguma mensagem por trás desse nome! O australiano obedeceu, o alemão não. A Red Bull pediu para Vettel não ultrapassar Webber, e o moleque alemão desobedeceu. Aproveitou o motor do australiano e foi pra cima. Mas Webber resistiu bravamente. Digno de aplausos, por que Webber mesmo com o motor e pneus duros, enquanto Vettel além do motor competitivo, usava pneus médios, deu trabalho para o alemão. Depois de muito lutar contra Webber, Vettel tomou a liderança e venceu na Malásia. Tadinho do Neway, ficou aperriado ao ver suas obras-primas quase se destruindo.

Webber e Vettel!

Então, ao pedir que mandassem Webber entregar o 1° lugar, vi um Schumacher em Vettel, o que não gosto. E ao lutar pelos 25 pontos, independente da aprovação da equipe, vi um Senna em Vettel. Um artigo no Grande Prêmio aumentou ainda mais a comparação entre os dois tricampeões.

Em 1989, segundo ano da dupla Senna e Prost na McLaren, havia um acordo. Nos treinos classificatórios, a dupla da equipe inglesa ia sempre muito bem, uma pole atrás da outra. Mas como na corrida eles estavam pior que a Ferrari, fizeram um acordo em que não disputariam posição até se distanciarem do resto do grid, daí para frente o pau podia comer! Um acordo ótimo! O tipo de jogo de equipe que equipe tem que ter.

Mas olhem bem, era um acordo entre SENNA e PROST. Os dois maiores da época. O francês que tinha como maior ameaça de seu sucesso na F1 o companheiro de equipe, o brasileiro que é considerado um dos mais competitivos da história da F1 e que guardava rancor de tudo!!! Não ia dar certo mesmo. Mas nem se Zeus ajudasse.

Já na 2° corrida do ano, na trágica Ímola, Senna, que era pole largou bem, e Prost, que era 2° no grid, continuou com sua posição, mas não tão perto do brasileiro. Até que Berger, que era piloto da Ferrari na época, acidentou na Tamburello, a mesma curva do Senna! Acidente está para Ímola, assim como jogo de equipe está para a Ferrari, é inevitável.

A corrida foi paralisada e na relargada, Prost passou Senna. Até ai, tudo nos conformes do acordo! Senna tracionou mal. Mas sabemos como era Ayrton. Deixaria o francês na boa com a primeira posição já na 1° volta?? Não! Claro que não. Senna passou Prost, e ganhou a corrida. Quebrou o acordo. Desencadeou a MAIOR rivalidade da história do esporte. Melhor que Pelé e Maradona.

Senna e Prost!

Prost e Senna!

Sebastian Vettel fez cachorrada! Ayrton Senna fez cachorrada! Não concordo com a equipe controlar resultados. O companheiro de equipe é o 1° adversário de um piloto e tem de ter briga interna. Mas não precisa de sacanear desse jeito por causa de uma taça maior, um lugar mais alto e 8 pontos.

Continua…

Venceu o melhor

Goiânia – Deus escreve certo por linhas tortas. Em meu post “Expectativas para a temporada” no começo do ano, apostei no tri do trio Vettel-Neway-Honer. E sim, eles venceram!! Alguém ainda duvida que Vettel é o melhor da atualidade? Claro, vão dizer que se não fosse o carro, o alemão estaria lá atrás. Mas isso, é tema de outro post.

O GP do Brasil foi a corrida que sintetizou todo o campeonato. Foi uma das melhores do ano. No Grid de largada, tivemos dobradinha da McLaren, com Lewis na frente. Atrás, Webber, e depois Vettel. Em 5°, Massa, Hülken, 6°. Alonso 7° e Kimi 8°. Seguindo, Rosberguinho, Di Resta, Senna, Pérez ligeirinho, Schumi e Koba Sam.

Massa fez uma largada incrível. Alonso pulou para 5°. Webber não deu mole para Vettel, que bateu em Bruno Senna, assim o alemão caiu para último e o brasileiro, com Pérez, saiu da corrida. Bomdosalto e Grosjean também ficaram de fora.

A fada espanhola estava trabalhando muito bem. Pode ser eleita a funcionária do mês! E nem a fada alemã, nem a austríaca trabalharam bem. Vettel mostrou que não precisa de sorte e de jogos de equipe para ganhar um campeonato. Rodou na primeira volta, ficou contra o fluxo e caiu para último da fila. A batida com Bruno deixou o carro danificado, entre o escapamento e o assoalho. Depois de ultrapassar os adversários, lutar e estar com as mãos e os braços no título, um erro de estratégia, por pouco, não colocou tudo a perder. Com Pits Stops terríveis, Vettel fez 2 ao invés de 1 troca de pneus devido as condições climáticas de Interlagos. O rádio do alemão teve problemas também. Para Alonso: Lewis abandonou, Hülken foi punido e Massa, cordeiro obediente, cedeu o 2° lugar ao companheiro. Foi assim, à favor do Alonso e contra Vettel.

Hülken fez também uma ótima corrida, chegou a liderar por um tempo, mas acabou rodando e depois bateu no inglês que fazia sua última corrida pela McLaren, e assim pagou penalty.

Faltando algumas voltinhas para o final, Di Resta bateu e o Safety Car entrou. E saiu na última volta. Alonso, nem chances teve de ultrapasar Button, que se sentia em casa. Aliás, ele e um bando. Vettel, Alonso, Schumi, Hamilton, Massa, Bruno, Hülken, Koba, Pastor, Newey… Quem não se sentiria em casa? Correr no Brasil, com aquela torcida, na casa de Ayrton, deixa qualquer um à vontade.

No final da corrida, a Red Bull pedia calma à Vettel. Ele estava correndo demais e poderia perder o título por bobeira. Mas foi com garra conquistado, por uma diferença de 3 pontos do touro espanhol/el emburradón.

No pódio, Button, Alonso e Massa. Ouvimos o “God Save the Queen”, vimos um sorriso estampado no rosto de Button, vimos o emburralonso e vimos os olhos orvalhados de Massa. A festa de verdade foi lá em baixo. Vettel e a família rubro-taurina comemorando mais um título e mais recordes batidos. O alemão é o Tricampeão mais jovem da F1 e é o primeiro piloto a conseguir seus 3 primeiros títulos seguidos. Nem Senna, nem Fangio e nem Schumi consiguiram essa façanha.

Foi a corrida de despida de Dick Vigarista. Aposenta pela 2° vez. Um recado para ele: tchau! Já vai tarde. Não volta mais.

O campeonato e a corrida foram assim. Os afobados nada de notável fizeram. Uma admirável performance de Button. O jogo de equipe da Ferrari. A ineficiência do canguru. A grande sorte de Alonso. A amostra dos grandes pilotos que vão surgir. A realidade da competência de Schumi vindo à tona. E o imensurável potencial do alemãozinho/coelho/batedor de recordes. Parabéns Vettel. E que venha 2013, para mais uma temporada imprevisível.

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A maioridade de uma tragédia

Goiânia – 1° de Maio de 1994, Grande Prêmio de San Marino, Ímola, Itália. Em 1994 seria a décima temporada de Ayrton na Fórmula 1, seria.

O final de semana de Ímola não começou nada bem. Logo na sexta-feira, 29 de Abril, Rubens Barrichello sofreu um acidente na Variante Baixa, a Jordan que Rubens pilotava capotou algumas vezes até parar de cabeça para baixo. Barrichello quebrou nariz e braço, não podendo disputar a corrida em San Marino.

No sábado, 30 de Abril, outro acidente, desta vez fatal. Roland Ratzenberg, austríaco, então estreante naquele ano, na curva Villeneuve perdeu o controle do carro devido à asa dianteira danificada, bateu e ficou gravemente ferido, o forte impacto causou uma fratura basal craniana. Com a soma de diversas lesões, Ratzenberg faleceu no hospital.

No domingo, 1° de Maio, o mais trágico de todos os acidentes na história da F1. Ayrton Senna havia feito a pole e Michael Schumacher largaria em 2°. Percebia-se certa preocupação, um temor em Ayrton. Ele havia levado os fiscais de prova à curva Tamburello, queria que os pilotos se unissem para exigir mais segurança na F1. Senna estava chocado com os graves acidentes do final de semana.

Não o deixaram visitar o colega Rubens Barrichello no hospital depois de seu acidente. Ayrton pulou o muro do hospital para saber sobre Rubens. Na corrida, Senna levava em seu carro uma bandeira da Áustria, pois se viesse a ganhar a corrida, dedicaria a sua vitória a Ratzenberg.

Na 6° volta da corrida, quando viravam na Tamburello, Senna bateu forte. Foi a expressão usada pelo narrador da corrida, Galvão Bueno. A corrida é paralisada. Sua morte foi anunciada horas mais tarde. Na verdade morreu ali, no instante do impacto. Mas o show precisava continuar.

Michael Schumacher ganhou a corrida, e o campeonato. Morria um ídolo brasileiro, nascia um ídolo alemão. Começava então, a era Schumacher, que não teria acontecido se Ayrton não tivesse morrido. Aliás, o que teria acontecido?

Ayrton tinha naquela temporada o melhor carro, ‘a Willians estava em outro planeta’, dissera o próprio Senna no ano anterior a sua morte. O campeonato seria dele, e alguns outros campeonatos também seriam dele. O ‘absolutismo’ de Schumi não ocorreria.

O que teria acontecido se Ayrton Senna não tivesse morrido?

Luiza Saggin

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