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O milagre de Valentino Rossi por Patricia Zeni

Uma semana após a disputa da corrida do Grande Prêmio do Qatar da MotoGP, a agitação pela vitória de Valentino Rossi continua.

Como num final de semana normal na vida de Valentino nos últimos anos, a sexta (e quinta) não foi muito positiva, com dificuldades, principalmente com os pneus, que perdiam aderência após algumas voltas. O sábado também não foi positivo, uma classificação não muito boa, mas para quem já conhece, um final de semana normal até lá.

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Agora vamos falar sobre o que realmente importa: o domingo. No Warm-up, uma surpresa! Valentino Rossi tinha marcado o melhor tempo até o final, quando Marc Marquez deu uma volta mais rápida.

O grid de largada tinha uma Ducati na pole e as duas Hondas na primeira fila. E Valentino na oitava posição. No momento da largada, Valentino caiu para décimo, enquanto isso, Lorenzo e as Ducati na frente. Quem viu, pensou que a outra Yamaha iria abrir vantagem, mas Dovizioso não decepcionou e continuou brigando.

Algumas voltas depois, Valentino Rossi, agora atrás de Pedrosa, na sexta colocação, não perdeu muito tempo atrás do espanhol e de Hernandez. A diferença para o pelotão da frente era de 1s5, que foi tirada em poucas voltas. Quando menos esperávamos, Valentino fazia a volta mais rápida da corrida e já estava atrás de Iannone, passando-o sem dificuldades. O novo rival na briga pela vitória chegou para atormentar Dovizioso e Lorenzo. A briga dos três ficou cada vez mais acirrada, quando os dois italianos passaram Lorenzo, que perdeu rendimento, sendo ultrapassado também por Iannone.

O que aconteceu no final? Eu não posso dizer. A emoção de ver o Valentino segurar a primeira posição durante a última volta e ver ele cruzar a linha em primeiro, para vencer, não tem descrição. Todos os rossistas também, que levam isso como uma religião, que veem seu Deus, sim, Deus, fazer seus milagres, aos 36 anos de idade, que acreditam em mais um título. No décimo. A temporada acabou de começar, mas não custa sonhar, sabem por que? Porque o Rei não está morto!

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(Para quem viu a Ferrari vencer na Malásia e só bandeira italiana no pódio da MotoGP e se emocionou, um aviso: nostro cuore è italiano.)

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Patricia Zeni é estudante, fã de MotoGP e seguidora fiel da religião Rossista!

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Vida longa ao rei! por Patricia Zeni

Companheiro de equipe, um termo para designar alguém que corre na mesma equipe, com as mesmas cores que você, nada além disso. Desde 2008 uma rivalidade foi criada dentro da Yamaha. Valentino Rossi que já estava na equipe e iria ganhar seu sexto título na MotoGP e Jorge Lorenzo, um jovem piloto que queria mostrar seu talento. Desde aquela época, seis anos atrás, Valentino já era experiente.

Lorenzo foi campeão, sim, e temos que admitir que ele não é um piloto comum, porém ele desafiou o melhor. No início Valentino venceu, mas já estava ficando velho, quebrou a perna em 2010, foi para a Ducati em 2011, não conseguiu ser o mesmo e voltou para seu lugar em 2013. Nesses três anos Lorenzo foi campeão duas vezes.

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Algumas batalhas, como Barcelona 2009 marcaram, mas foi em 2009. Então Valentino decidiu rejuvenescer em 2014. E fez. Começou a temporada brigando com mais um jovem, Marc Marquez, e Lorenzo não teve muita sorte. Valentino conseguiu pódios, até uma vitória, na sua casa, em Misano. Lorenzo só venceu em Aragon, depois Motegi. A briga pelo segundo lugar levou a caminhos pelos quais os dois companheiros de equipe teriam que brigar. Brigar forte.

Phillip Island, um lugar magnífico, uma pista com vista maravilhosa e um circuito difícil. Os dois pilotos começaram o final de semana muito bem, mas Lorenzo tinha uma vantagem. Largou na frente, Valentino em oitavo. Chegou o dia da corrida e ele assumiu a ponta no início, Marc deu o troco e abriu uma grande vantagem. Valentino estava la atrás, e foi passando. 1, 2, 3, 4, 5, chegou no Lorenzo, e eles fizeram aquela batalha, como nos velhos tempos. Companheiros de equipe, apenas pilotos com as mesmas cores.

Aquele que já está velho venceu. E contou com a sorte, já que Marc caiu. A vitória significa muito mais do que um primeiro lugar. Significa que o rei ainda está aqui. Vida longa ao rei!

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Uma corrida inesquecível por Patricia Zeni

Como expressar um sentimento único? Algumas pessoas não sabem como fazer isso, mas eu sei, faço isso escrevendo. Estou aqui hoje, para falar sobre uma corrida e uma coisa diferente: motos e um piloto que ainda vive nos nossos corações, na nossa cabeça. Mesmo que você não acompanhe corridas de motos, com certeza já ouviu falar nesse nome: Marco Simoncelli.

No final de semana as equipes desembarcaram em San Marino, no circuito de Misano para mais uma etapa do mundial. No caso de Valentino Rossi era só pegar uma estrada que já estava no autódromo: é a corrida de casa. Não é uma simples corrida em casa: é a corrida no circuito que leva o nome de Marco Simoncelli. “Como assim, Patricia?” Vou explicar.

San Marino fica a poucos quilômetros de Tavullia, cidade onde nasceu e mora Valentino Rossi. Marco Simoncelli foi um piloto italiano, campeão das 250cc no ano de 2008. Considerado por muitos o sucessor do rei Valentino Rossi, morreu no dia 23 de outubro de 2011, na Malásia, após ser atingido pelas motos de Colin Edwards e do próprio Valentino. Depois desse dia o mundo de todos mudou, ele não estava mais aqui para correr, se divertir, sorrir como sempre fazia. As corridas passaram a ser em sua homenagem, a sua memória. Foi aí que Misano passou a se chamar Marco Simoncelli World Circuit.

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Para Valentino é sempre especial correr em frente sua torcida, mais especial ainda é prestar homenagens ao eterno amigo. Me lembro muito bem do capacete do ano passado. Pink Floyd. Wish you were here. Queríamos que você estivesse aqui, Marco. We found the same old fears. Encontramos os mesmos medos, podem ser os medos de não ser mais o que éramos antes de te perder. Esse ano a sorte está do nosso lado, já não temos mais esse medo. Valentino encontrou uma maneira, a mais linda de todas, em pequenos gestos, como erguer a mão para o céu e ter sempre um 58 colado em algum lugar.

Temos que seguir em frente e o dia da corrida chegou. No sábado, uma primeira fila sonhada desde o início da temporada e um ritmo como o dos velhos tempos. A ajuda dos céus sempre bem vinda, a sua ajuda Marco, porque nós sabemos que ele não corre mais sozinho, corre com você. Corrida alucinante e, vitória! Sim, o Valentino ganhou depois de mais de um ano!  Sim, o Valentino ganhou em Misano! Sim, sim, sim! Não foi simplesmente a vitória, foi a vitória para você, com você.

As lagrimas saem como se fossem normais e a falta é sentida todos os dias, um simples gesto, uma simples vitória significam muito. Sua memória nunca será apagada, porque existem pilotos que vencem e correm por você!

Patricia Zeni

Twitter: @PatriciaZeni

Karol Pedroni: Ayrton Senna

SÃO GABRIEL DA PALHA – É complicado falar de Ayrton Senna. É difícil encontrar palavras para descrevê-lo.

Não sei se sou capaz de escrever algo que comova quem está lendo, não sei se sou capaz de escrever algo sobre ele. Todos que conhecem o Senna, sabem que ele foi, e é, o maior piloto de todos os tempos, mas e o Ayrton? Quem foi o Ayrton?Ayrton homem, o humano, gente como a gente. Alguém sabe me dizer?

Sou da erá pós-Senna, meu ídolo é Sebastian Vettel, sou sortuda e ao mesmo tempo azarada. Não vi Senna correr e fazer maravilhas, não vi ele ganhar e não o conheci pelo piloto que ele foi. Muitos, ao falar dele, descrevem-o como um mito, falam de suas glórias, de seus confrontos, de tudo que ele fez na Fórmula 1 e, às vezes, esquecem de falar do que ele fez fora das pistas.

Ayrton foi muito mais do que um grande piloto. Ayrton foi um homem, homem de verdade, que dava valor ao que tinha, que amava sua família e estava sempre preocupado com o próximo. Ayrton foi brasileiro, amou o seu país e fez, fez o que poucos estão fazendo. Ayrton Senna, aquele que eu nunca conheci, mas que considero muito. Ayrton, que sempre vou lembrar. Senna, quem sempre eu vou idolatrar.

Ayrton Senna é do Brasil.

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