Fórmula Café

Arquivo para a categoria “Ayrton Senna”

Senna vive

GOIÂNIA – Fiquei muito chateada quando, no começo do ano, percebi o primeiro de maio ocupado por uma corrida. Que respeito esta categoria tem com a morte do maior mito da sua história? Como puderam quebrar o meu dia de luto com uma corrida? Primeiro de maio não é dia de piloto alegre por vencer, ou triste pelo azar. Primeiro de maio é aquele dia especial que a Globo chora a perda do Santo Ayrton. Que Galvão lamenta mais um ano de saudade. Que eu me emociono com qualquer VT de Brasil, 91 (isso acontece todos os dias, mas primeiros de maio me deixam mais à flor da pele). Mas a ficha caiu!

Poucos dias atrás, após meses me aguentando reclamar da corrida neste dia, meu pai disse que “o Senna iria querer assim”. O Ayrton, certamente gostaria de ver-nos o homenageando com aquilo que ele mais amava.

Sem choro, sem vela. Corrida. Por que o espírito competitivo, dedicado e apaixonado pela velocidade de Ayrton Senna ainda está aqui. Senna vive. A cada GP disputado, a cada vitória suada e merecida, a cada novo fã desta categoria, Senna vive.

Obrigada, Ayrton. Não preciso detalhar os motivos. Apenas, obrigada. Você sempre será lembrando nas pistas e fora delas.

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Resposta ao “AUTOMOBILISMO NÃO É ESPORTE !”

Este texto é uma resposta ao “AUTOMOBILISMO NÃO É ESPORTE!” de Luiz Antônio Simas

Luiz Antônio Simas,

uma das coisas que meu pai me ensinou foi que discutir com pessoas ignorantes é perda de tempo. Eu poderia muito bem fingir que nunca li seu texto. Ou só ter rido de tudo o que li, fechado a aba e feito alguma coisa mais interessante. Mas não, aqui estou eu, para defender o meu esporte preferido. Não por que ele é o meu preferido, mas por que sim, é um esporte!

Esporte é qualquer atividade com o objetivo de equilibrar a vida e a saúde, e melhorar a aptidão física e/ou mental. Para julgar o automobilismo como um “não-esporte”, você certamente não sabia dessa definição. Os seus argumentos são que os pilotos são playboys, que são uns “babacas” por ficar dando voltas em alta velocidade, que são patrocinados por drogas. Luiz, que argumentos fracos para combater o automobilismo, hein?

Comecemos pelo fato de que piloto tem que ter um preparo físico monstruoso para conseguir agüentar, durante 2h (como na F1), todas as forças (G, peso, normal, centrífuga, centrípeta…) que atuam sobre ele, para conseguir em marcha alta fazer uma curva difícil. Nem vou comentar das corridas na chuva, das fortes freadas e acelerações. Em um simples final de semana de F1, tachada por você como um “não-esporte”, um piloto pode perder de 3 a 4 kg, só “dando voltas em alta velocidade”.

Luiz, coloque um ‘playboy’ qualquer que não pratica esporte algum para fazer a Eau Rouge em alta velocidade e veremos como ele se sai.

Agora me diga o porquê desses tais ‘playboys’ serem babacas? Por que ficar dando voltas os fazem babacas? Porque eles são mais babacas que você? Você que provavelmente não sabe o quão difícil, desgastante e heroico é conseguir dar uma volta perfeita em Spa-francorchamps.

E sobre as tais drogas, marcas de bebida e cigarro não são as únicas patrocinadoras do automobilismo. E outra, são lícitas.
Automobilismo é sim um esporte. Aliás, é mais que isso. O automobilismo é fonte de milhares e milhares de empregos no mundo todo. É o ‘laboratório’ de pesquisas para as novas tecnologias automotivas que todo o mundo usufruirá. Se o automobilismo para, as inovações param.

Sobre o Senna, ele foi o maior herói que essa nação já teve. E não é por que ele é meu ídolo que o elevo a esse patamar. É por que ele é uma das maiores personalidades que o mundo já viu. Pesquise, leia, conheça Ayrton Senna antes de falar qualquer bobagem sobre ele. E aprenda a escrever seu nome corretamente.

Luiz, automobilismo é esporte! Você confundiu seu gosto com fatos. Todo mundo tem o direito de gostar ou não de qualquer esporte. Você tem todo o direito de odiar a F1, pelo ronco dos motores que te acordam domingo de manhã, pela narração do Galvão, ou pela inveja de não ser um ‘playboy’. Pode continuar odiando. Tudo bem. Declare seu ódio, enquanto eu declaro meu amor. É a sua opinião, e eu a respeitarei, é claro. Mas não venha dizer que o automobilismo não é esporte, por que isso não uma simples questão de opinião. Automobilismo é esporte, você goste ou não!

Luiza Maria Saggin

Karol Pedroni: Ayrton Senna

SÃO GABRIEL DA PALHA – É complicado falar de Ayrton Senna. É difícil encontrar palavras para descrevê-lo.

Não sei se sou capaz de escrever algo que comova quem está lendo, não sei se sou capaz de escrever algo sobre ele. Todos que conhecem o Senna, sabem que ele foi, e é, o maior piloto de todos os tempos, mas e o Ayrton? Quem foi o Ayrton?Ayrton homem, o humano, gente como a gente. Alguém sabe me dizer?

Sou da erá pós-Senna, meu ídolo é Sebastian Vettel, sou sortuda e ao mesmo tempo azarada. Não vi Senna correr e fazer maravilhas, não vi ele ganhar e não o conheci pelo piloto que ele foi. Muitos, ao falar dele, descrevem-o como um mito, falam de suas glórias, de seus confrontos, de tudo que ele fez na Fórmula 1 e, às vezes, esquecem de falar do que ele fez fora das pistas.

Ayrton foi muito mais do que um grande piloto. Ayrton foi um homem, homem de verdade, que dava valor ao que tinha, que amava sua família e estava sempre preocupado com o próximo. Ayrton foi brasileiro, amou o seu país e fez, fez o que poucos estão fazendo. Ayrton Senna, aquele que eu nunca conheci, mas que considero muito. Ayrton, que sempre vou lembrar. Senna, quem sempre eu vou idolatrar.

Ayrton Senna é do Brasil.

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Ayrton Senna do Brasil

GOIÂNIA – Meu nome é Luiza Maria. Tenho 16 anos. Nasci 3 anos 7 meses e 29 dias depois da morte de Ayrton Senna.

Não o vi correr. Não o vi morrer. Não o vi ganhar os 3 títulos. Não o vi duelar com Prost. Não vi nada. Só ouvi.

Mesmo que só tenham me narrado histórias. Ou que eu só tenha assistido vídeos no YouTube. Ou lido em lugares variados. Mesmo que não tenha acompanhado a carreira dele, se não fosse ele eu não teria essa paixão. Por automobilismo.

Meu pai costumava me contar tudo o que sabia de Senna. Desde a primeira corrida que ele assistiu, que o levou a gostar de F1 (Mônaco, 1984), até a última de Senna. Hoje eu já sei a maioria dessas histórias. Meu pai já até disse que “se brincar você sabe mais do Senna do que eu”. Duvido muito. Foi ele quem acompanhou, que viveu a trajetória de Ayrton. Ele que consegue contar todas as histórias transmitindo a emoção que só quem viu ao vivo poderia transmitir.

Às vezes fico pensando o quão azarada sou de não ter visto Ayrton correr, mas logo me conformo: não tenho estabilidade emocional para aguentar um 1° de Maio de 1994 sem sequelas.

Mas mesmo não tendo vivido a carreira de Ayrton ele é o meu maior ídolo. Não só por Mônaco, 84. Não só por Portugal, 85. Por Jerez, 86. Por Inglaterra, 88. Suzuka, 88. Pela vingança de Suzuka, 90. Suzuka, 91 Brazil, 91. Donington, 93. Gosto de Senna pelos motivos que fizeram estas estarem entre as melhores corridas das mais de 900 da F1.

Ayrton é o meu herói. Pelo tempo que se dedicava ao automobilismo. Pela análise de gráficos em festas e jantares enquanto todos se divertiam. Por se esforçar em aprender tudo o que podia para melhorar o carro. Por calcular o limite de cada curva. Por fazer, na chuva, em 3° ou 4° marcha, uma curva que todos os outros pilotos faziam em 1° ou 2°.

Ayrton é meu herói por aproveitar cada chuva para melhorar um de seus pontos fracos em corridas, a pista molhada. E quando não chovia, tudo bem, ele próprio molhava a pista. Assim um problema o transformou em “Rei”. O Rei da chuva, Ayrton Senna.

Ayrton é o meu herói. Pelo nacionalismo. Por erguer a bandeira ao vento em suas vitórias. Pelas declarações patrióticas. Por deixar eu, Leandro Hassum, e outros brasileiros orgulhosos de dizer: “Sabe o Ayrton? Então, eu sou do país do Ayrton!”.

Ayrton é meu herói por chegar à McLaren com a determinação de acabar com Prost, física e mentalmente, sem querer apenas “conquistar” seu lugar na equipe. Por chegar lá e deixar os mecânicos da Honda e Ron ‘Boss’ Dennis babando por ele. Por ter a certeza que queria ser o número 1, e menos que isso não bastava. Dizia que o 2° era o primeiro perdedor.

Ayrton Senna do Brasil é meu herói por ter conquistado até os que não eram espectadores da F1. Por tornar a chuva no domingo indício de espetáculo. Por depois dos 20 anos de sua morte, fazer o mundo se emocionar com seus feitos. Por mesmo com 4 títulos a menos que Schumi, 2 a menos que Fangio, e 1 a menos que Prost e Vettel, ser considerado o melhor da história do automobilismo.

Fiz alguns textos sobre ele, que não gosto. Não que sejam ruins. Mas acho que não estão a altura dele.

Obrigada Ayrton. Se não fosse você, talvez meu pai não teria conhecido a F1, não teria me mostrado esse mundo, e eu não teria o sonho de viver para isso. Obrigada por ser um dos maiores orgulhos dessa nação. Obrigada por ter sido tudo mais que eu não consegui expressar. Obrigada por ser Ayrton Senna do Brasil!

Aniversário do blog: 2 anos (2)

Gilberteando

GOIÂNIA – Hoje o blog faz 2 anos.

Há dois anos eu criava o blog e descobria que “olha só, até que eu sei escrever”. Nesses dois anos conheci muita gente interessante. Com o blog eu percebi que não era a única adolescente ‘estranha’ que gostava de F1. Tinha outros ‘estranhos’ como eu.

No GP do Brasil conheci gente de outros países e a cada segundo que passava no autódromo eu tinha certeza que tinha encontrado o meu lugar. Nunca me senti tão em casa como me senti em Interlagos.

Antes de tudo, obrigada por existir, F1. Bernie, obrigada por fazer tudo isso dar certo. Senna, por ser O cara. Rubinho, por manter a Globo transmitindo a F1 por todos estes anos. Vettel, pela honra de te ver correr. Ron Dennis, por finalmente voltar, que saudades você deixou! E Alonso, por nunca ter me processado pelas piadas maldosa.

Luiz, meu pai, por me mostrar esse mundo, por ter vivido na época de Senna e poder me contar tudo o que eu não tive a oportunidade de ver, por me ajudar, criticar e elogiar o blog.

Hetto, fã número 1, que acompanha o blog desde o começo e sempre me lembra o quão longe eu posso chegar!

Karol, amiga e colega na revista.

A toda minha família e amigos.

Marcel Pilatti, Eduardo Corrêa e Alessandra Alves, do GPTotal, que deram uma ajuda enorme e não tenho palavras para agradecer!

Muito obrigada por lerem todas as opiniões e as piadas metidas a engraçadas que eu escrevo! A foto abaixo, no meu lugar favorito no mundo:

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Aquele abraço!

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